Archive for janeiro \27\UTC 2010

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Atípico

janeiro 27, 2010

Hoje vale dizer apenas que estou muito, tanto, tanto, tanto mais que feliz? Dias de uma semana histórica, um tempo maravilhoso. E aos que acham que a chuva é triste então: houve chuva? Eu nem vi.

Prometo mais informações.

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Coisas de outro mundo

janeiro 26, 2010

Aqui parece mesmo que outro mundo é possível. Habituados que estamos a verbos por verbos e pessoas por aparências, é fascinante ver o quanto isso tudo é desnecesário. Por todo o lado, há política sendo discutida e idéias a conhecer. O que se veste, o que se tem ou o que nos diferencia uns dos outros são coisas de tal pouca importância que nos esquecemos e atrevemo-nos a investigar o que está dentro. À direita e à esquerda, são sotaques misturados convergindo na mesma esperança – ou (des)esperança, quando nos voltamos ao que cerca esse espaço. Local, aliás, que parece cavado e imune às mazelas do que convencionamos chamar real. Aqui há um pouco mais de gente, um grupo de pessoas que arriscou acreditar em verdades que não nos são ditas. E quanto de nós descobriremos assim, olhando através de outras perspectivas e mirando com tal encanto – como se fosse a primeira vez – as possibilidades de um novo mundo, onde a estupidez de nossos dias seja apenas memória.

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Gostaria que vocês estivessem aqui. A quem se interessar, www.acampamentofsm.org.br.

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Satisfações

janeiro 14, 2010

E lá, diante daquele tanto de azul, de água e calma, descansarei minha cabeça. E lá a alegria se faz mais presente, na rede, no vento, nas letras. Só de pensar nos meus momentos silenciosos de absorção literária enquanto todos dormem nas tardes precoces, antes que se possa querer o Sol, já me sobem à cabeça sensações doces e o prelúdio dos meus felizes verões. É, vou à praia para ser mais paz, para quiçá ser até mais velha (caso a quietude seja aos teus olhos um sinal envelhecido), para estar tanto comigo mesma que posso com um pouco de esforço entender-me demasiado egoísta. E lá minha família é mais família – cachorro, gato, galinha – e não me vejo longe dos meus janeiros unidos e mágicos. Não prometo que escreverei no blog (mas é certo que o farei nas linhas) e se meus pensamentos escaparem apenas pelo fio do lápis e disso não passarem, peço desculpas. Em fevereiro estarei de volta.

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Quem são os loucos?

janeiro 3, 2010

“Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

– Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”

Poética in Libertinagem, 1930. Bandeira, primeira fase do Modernismo.

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“Pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo constelações em cujo centro fervilhante – pop! – pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos ‘aaaaaaah!”

On the Road (1957). Kerouac, geração beat.