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Coisas de criança

julho 5, 2010

Bateu à porta.
– E a Fernanda, onde está?
“Bateu as botas,
Seu Luís.
Morreu dos olhos”
– Dos olhos?! Que tinha neles?
“Viam. Sentiam, cheiravam, mordiam
Lambiam, tocavam, andavam.
Andavam fazendo perguntas demais.
E perguntas crescem, crescem e crescem
Com problemas, fermento e idade.
E são feitas de gás hélio, seu Luís.
Aquele que sobe e deixa a voz engraçada.
E cresceram além dela.
E fizeram grande estrago
O bando subiu, subiu, subiu.
Não via fim no céu!
E quando (só mais um pouco) subiu
A dona Fernanda explodiu”

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Não, não costumo fazer isso. Mas já que falamos de perguntas, então outras: será este o mais peculiar dos meus poemas? De onde veio tal ideia?

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