Archive for agosto \09\UTC 2010

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Exangue

agosto 9, 2010

Tem-me atenta uma rima rouca. Poema morto dos versos cinzas.

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Antagônicas

agosto 5, 2010

As vozes loucas dos sonhos
Falam-nos sempre baixinho
No início, até que se alteram
E cantam
E cantam um samba, um poema
Um ditado popular
Bradam tons em três acordes
Um som simples, um sorriso grande
Clamam
Que amemos, sejamos, roubemos
As linhas dos olhos e as rimas da boca
E sonhemos.
Surdos de sonhos, felizes tempos

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Sempre assolou-me a dúvida entre tentar a percepção oriental, de abandono dos desejos, e essa nossa, de querer, querer, querer. Ainda não tenho resposta, e quem sabe se alguém algum dia a terá. No entanto, enquanto não consigo ficar sem sonhar, movimento-me. Tanto que me deixam tristes cada uma das imersões no blog, para tirar as tantas teias de aranha que se acumulam entre as palavras e os muitos espaços em branco. Esta foi uma escolha subordinada, quanto a qual peço desculpas a mim mesma.